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História da China
Raça, "ciência" e identidade: como o Brasil e China reagiram diferentemente às teorias raciais
A miscigenação, condenada pelos europeus, foi reinterpretada localmente como solução de “branqueamento” e base para o futuro da nação. A ciência racial se tornou, assim, um instrumento de legitimação de elites, com projetos de eugenia, higienismo e exclusão de populações não brancas.
Nino Rhamos
3 de set.2 min de leitura
Xu Xiake: o viajante Ming que virou “santo padroeiro” do turismo na China
Xu Xiake não foi apenas um andarilho curioso. Ele percorreu rotas que levavam a fronteiras distantes, chegando próximo a Mianmar, Laos e Vietnã, quase 5 mil quilômetros de Pequim. Viu povos, costumes e paisagens que estavam nas margens do mundo Ming, o “Outro exótico”, como diriam mais tarde os antropólogos.
Nino Rhamos
31 de ago.2 min de leitura
Fu Xi e Nüwa: mitologia, ordem social e a criação da humanidade na China
Nüwa é frequentemente descrita como a divindade que moldou os primeiros seres humanos a partir do barro amarelo da terra, dando origem às pessoas. Já Fu Xi é lembrado como aquele que ensinou práticas fundamentais para a sobrevivência, como a pesca, a caça e o uso de redes. Juntos, simbolizam a passagem de um mundo sem forma para uma ordem social organizada.
Nino Rhamos
30 de ago.2 min de leitura
Como o cinema de esquerda da China driblou a censura e expôs injustiças sociais nos anos 1930
A própria cidade de Xangai tornou-se personagem central. Com seus arranha-céus, cinemas modernos e bairros estrangeiros, contrastava com os becos pobres, cortiços e fábricas. Essa geografia expressava visualmente as contradições da sociedade chinesa: modernidade de fachada e desigualdade estrutural.
Nino Rhamos
27 de ago.2 min de leitura
Suzhou: a beleza dos canais e a antiga rivalidade dos literatos (vídeo)
Na dinastia Ming posterior e início da Qing, Suzhou era considerada um dos maiores centros culturais da China. Reunia poetas, pintores e intelectuais em salões literários, e chegou a ganhar fama como berço do chamado “estilo Suzhou”, marcado pela prosperidade econômica e por uma vida urbana sofisticada.
Nino Rhamos
26 de ago.2 min de leitura
Judeus na China: de Kaifeng a Hangzhou, uma rota inesperada de recomeço
Hangzhou sempre me passou a sensação de ser um lugar onde o cotidiano guarda histórias profundas, semelhante a outras cidades que visitei, como Suzhou e Changzhou. Mas em Hangzhou, especificamente, senti como se a paisagem fosse uma porta para tempos distantes ao mesmo tempo que a cidade mantinha uma alma artística contemporânea.
Nino Rhamos
22 de ago.2 min de leitura
O que a história de Shanghai me mostrou sobre identidade, modernidade e revolução na China
Na década de 1920, Shanghai era um dos centros mais vibrantes da modernidade chinesa, mas também um espaço de contradições. Salões de carros, pistas de corrida de cavalos e, principalmente, os cinemas — que são o foco da minha pesquisa de doutorado — projetavam a imagem de uma classe média em ascensão, cada vez mais ocidentalizada.
Nino Rhamos
21 de ago.2 min de leitura
Antropologia das artes marciais: o que há de comum entre o cinema de luta chinês e as artes marciais indígenas?
No livro Xondaro Guarani: Arte Marcial, Performance e Política, que é baseado na minha pesquisa de mestrado em antropologia, percebi algo semelhante na prática Guarani.
Nino Rhamos
20 de ago.4 min de leitura
Como assim a China inventou o futebol? Entenda o sonho por trás da Superliga Chinesa de Futebol
Praticado desde a dinastia Han (206 a.C. – 220 d.C.), o cuju era um jogo de “chutar a bola” com função ritual, pedagógica e militar. A cidade de Zibo, na província de Shandong, é considerada o berço da prática. Hoje abriga museus, centros de treinamento e programas culturais que celebram essa origem.
Nino Rhamos
19 de ago.3 min de leitura
As sombras ancestrais do (电影) “dianying” chinês
O primeiro filme chinês reconhecido oficialmente, Dingjun Mountain (定军山), foi produzido em 1905 em Pequim, e representa um marco simbólico desse processo de adequação cultural. Trata-se de uma gravação de uma performance da ópera de Pequim (京剧), estrelada por Tan Xinpei (谭鑫培), uma das figuras mais icônicas do teatro tradicional da época, chegou até a ser reconhecido como o "Rei da Ópera de Pequim".
Nino Rhamos
17 de ago.3 min de leitura
Shang (商): dos rituais ancestrais à modernidade de Shangqiu
Hoje, Shangqiu é um nó ferroviário central da China, abrigando mais de 1 milhão de habitantes em sua nova zona urbana verticalizada, marcada por torres residenciais, hotéis modernos e showrooms de automóveis. Mas por trás dessa modernização, ainda resiste uma cidade murada da dinastia Ming (1513), erguida após sucessivas enchentes do rio Amarelo.
Nino Rhamos
16 de ago.2 min de leitura
Mao Tse-tung: trajetória e a Revolução Chinesa de 1949
O episódio da Longa Marcha (1934-1935) foi um marco importante. Embora representasse uma retirada e uma derrota inicial na construção das bases vermelhas, ela se tornou o início da busca por novos caminhos para a revolução, com táticas renovadas para a guerrilha camponesa e a luta armada de longo prazo.
Nino Rhamos
14 de ago.7 min de leitura
Como a porcelana moldou o nome "China" no inglês
Foi a porcelana fina do sul da China que consolidou a palavra China no inglês. Quando a louça chegou às mesas da Inglaterra elizabetana, tornou-se símbolo de sofisticação.
Nino Rhamos
8 de ago.2 min de leitura
Ossos de dragão: o remédio para malária que reescreveu a história da China
Ao receber um remédio tradicional de uma farmácia local, ele se deparou com um ingrediente peculiar: "ossos de dragão", que deveriam ser triturados e fervidos para aliviar a febre.
Para sua surpresa, com seu olhar treinado, Wang Yirong reparou que aqueles ossos, naturalmente, eram de animais. Quando ele observou com mais atenção, reparou que tinham gravuras que se assemelhavam às formas arcaicas de escrita presentes em seus bronzes.
Nino Rhamos
7 de ago.2 min de leitura
O dilema musical na China: a preservação da diversidade e a busca pela unidade nacional
A paisagem cultural da China, como já mencionei aqui diversas vezes, possui 55 minorias étnicas e uma maioria Han, que corresponde a mais...
Nino Rhamos
5 de ago.3 min de leitura
Quem foi Confúcio? O legado central do pensamento confuciano na sociedade chinesa [vídeo]
O governo chinês, incluindo lideranças como Xi Jinping, tem promovido abertamente a “redescoberta da grandeza da civilização chinesa”, citando Confúcio em discursos e inserindo princípios confucionistas em políticas de cidadania e moralização pública, como ilustram os “dezesseis tópicos sobre boa cidadania”.
Nino Rhamos
2 de ago.4 min de leitura
Guerras Sino-Japonesas: humilhação, resistência e transformação na China moderna
Tanto a Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894) quanto a Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-1945), também chamada de Guerra de Resistência contra o Japão, fazem parte do período histórico conhecido como “século das humilhações”, marcado por agressões imperialistas e a luta pela libertação nacional.
Nino Rhamos
1 de ago.3 min de leitura
Entre o Pato Mandarim e o Quatro de Maio: tensões entre sucesso comercial e engajamento no início do cinema chinês
Originalmente um gênero literário de grande popularidade, os dramas do pato mandarim e da borboleta tinham como principal característica histórias sentimentais, melodramáticas e centradas em universos urbanos e burgueses.
Nino Rhamos
30 de jul.4 min de leitura
A história de Wudangshan: mil anos de fé e política que marcaram a China
Próxima à cidade de Danjiangkou, a montanha estende-se por 800 li (cerca de 400 km), com 72 picos, 36 formações rochosas e 24 riachos, sendo o Pico Tianzhu (天柱峰), com 1612 metros acima do nível do mar, o principal. É considerada a pilastra que suporta o céu. Lá existe um templo construído na dinastia Ming, no início do século 15, o Palácio Dourado (太和宫—金顶). A maior construção de cobre da China, com uma estrutura de 90 toneladas que foi toda banhada a ouro em Beijing.
Nino Rhamos
29 de jul.7 min de leitura
O século das humilhações: quando o imperialismo reconfigurou a China
Durante a fase imperialista do capitalismo europeu no século XIX, a Europa buscava expandir seus mercados para a Ásia. Nesse contexto, o contrabando de ópio se transformou no pretexto ideal para impor a força do capital estrangeiro sobre o Estado chinês que já vinha fragilizado por várias questões internas.
Nino Rhamos
28 de jul.3 min de leitura
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