top of page
Raça, "ciência" e identidade: como o Brasil e China reagiram diferentemente às teorias raciais
A miscigenação, condenada pelos europeus, foi reinterpretada localmente como solução de “branqueamento” e base para o futuro da nação. A ciência racial se tornou, assim, um instrumento de legitimação de elites, com projetos de eugenia, higienismo e exclusão de populações não brancas.
3 de set. de 2025
Xu Xiake: o viajante Ming que virou “santo padroeiro” do turismo na China
Xu Xiake não foi apenas um andarilho curioso. Ele percorreu rotas que levavam a fronteiras distantes, chegando próximo a Mianmar, Laos e Vietnã, quase 5 mil quilômetros de Pequim. Viu povos, costumes e paisagens que estavam nas margens do mundo Ming, o “Outro exótico”, como diriam mais tarde os antropólogos.
31 de ago. de 2025
Como o cinema de esquerda da China driblou a censura e expôs injustiças sociais nos anos 1930
A própria cidade de Xangai tornou-se personagem central. Com seus arranha-céus, cinemas modernos e bairros estrangeiros, contrastava com os becos pobres, cortiços e fábricas. Essa geografia expressava visualmente as contradições da sociedade chinesa: modernidade de fachada e desigualdade estrutural.
27 de ago. de 2025
Suzhou: a beleza dos canais e a antiga rivalidade dos literatos (vídeo)
Na dinastia Ming posterior e início da Qing, Suzhou era considerada um dos maiores centros culturais da China. Reunia poetas, pintores e intelectuais em salões literários, e chegou a ganhar fama como berço do chamado “estilo Suzhou”, marcado pela prosperidade econômica e por uma vida urbana sofisticada.
26 de ago. de 2025
A nova mulher no cinema de Shanghai: gênero, modernidade e contradições nos anos 1930
Esse novo protagonismo feminino contrastava com uma masculinidade em crise. Muitos personagens masculinos eram mostrados como irresponsáveis, fracos ou excessivamente ocidentalizados, incapazes de resistir em momentos de guerra ou de proteger a família. Em contrapartida, a resistência cultural e moral era cada vez mais feminizada nas telas — um deslocamento simbólico que refletia as ansiedades da sociedade.
25 de ago. de 2025
Além do combate: a experiência de Wudangshan e as artes marciais na China
No Palácio Zixiao Gong (紫霄宮 — Zǐxiāo Gōng), em especial, a experiência foi mais forte. Sua beleza arquitetônica somada à presença dos praticantes fez com que a visita se tornasse algo mais do que contemplação. É um espaço ativo, religioso e marcial, em que o visitante só tem acesso a alguns pontos e em determinados horários.
23 de ago. de 2025
Shang (商): dos rituais ancestrais à modernidade de Shangqiu
Hoje, Shangqiu é um nó ferroviário central da China, abrigando mais de 1 milhão de habitantes em sua nova zona urbana verticalizada, marcada por torres residenciais, hotéis modernos e showrooms de automóveis. Mas por trás dessa modernização, ainda resiste uma cidade murada da dinastia Ming (1513), erguida após sucessivas enchentes do rio Amarelo.
16 de ago. de 2025
Mao Tse-tung: trajetória e a Revolução Chinesa de 1949
O episódio da Longa Marcha (1934-1935) foi um marco importante. Embora representasse uma retirada e uma derrota inicial na construção das bases vermelhas, ela se tornou o início da busca por novos caminhos para a revolução, com táticas renovadas para a guerrilha camponesa e a luta armada de longo prazo.
14 de ago. de 2025
Como a porcelana moldou o nome "China" no inglês
Foi a porcelana fina do sul da China que consolidou a palavra China no inglês. Quando a louça chegou às mesas da Inglaterra elizabetana, tornou-se símbolo de sofisticação.
8 de ago. de 2025
O dilema musical na China: a preservação da diversidade e a busca pela unidade nacional
A paisagem cultural da China, como já mencionei aqui diversas vezes, possui 55 minorias étnicas e uma maioria Han, que corresponde a mais...
5 de ago. de 2025
Quem foi Confúcio? O legado central do pensamento confuciano na sociedade chinesa [vídeo]
O governo chinês, incluindo lideranças como Xi Jinping, tem promovido abertamente a “redescoberta da grandeza da civilização chinesa”, citando Confúcio em discursos e inserindo princípios confucionistas em políticas de cidadania e moralização pública, como ilustram os “dezesseis tópicos sobre boa cidadania”.
2 de ago. de 2025
Guerras Sino-Japonesas: humilhação, resistência e transformação na China moderna
Tanto a Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894) quanto a Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-1945), também chamada de Guerra de Resistência contra o Japão, fazem parte do período histórico conhecido como “século das humilhações”, marcado por agressões imperialistas e a luta pela libertação nacional.
1 de ago. de 2025
Entre o Pato Mandarim e o Quatro de Maio: tensões entre sucesso comercial e engajamento no início do cinema chinês
Originalmente um gênero literário de grande popularidade, os dramas do pato mandarim e da borboleta tinham como principal característica histórias sentimentais, melodramáticas e centradas em universos urbanos e burgueses.
30 de jul. de 2025
A história de Wudangshan: mil anos de fé e política que marcaram a China
Próxima à cidade de Danjiangkou, a montanha estende-se por 800 li (cerca de 400 km), com 72 picos, 36 formações rochosas e 24 riachos, sendo o Pico Tianzhu (天柱峰), com 1612 metros acima do nível do mar, o principal. É considerada a pilastra que suporta o céu. Lá existe um templo construído na dinastia Ming, no início do século 15, o Palácio Dourado (太和宫—金顶). A maior construção de cobre da China, com uma estrutura de 90 toneladas que foi toda banhada a ouro em Beijing.
29 de jul. de 2025
O século das humilhações: quando o imperialismo reconfigurou a China
Durante a fase imperialista do capitalismo europeu no século XIX, a Europa buscava expandir seus mercados para a Ásia. Nesse contexto, o contrabando de ópio se transformou no pretexto ideal para impor a força do capital estrangeiro sobre o Estado chinês que já vinha fragilizado por várias questões internas.
28 de jul. de 2025
Por que a China "quer" Taiwan? O que ninguém te conta
Assim, responder à pergunta “por que a China quer Taiwan?” exige antes de tudo recusar a própria premissa da dúvida. O que está em jogo não é um desejo expansionista, mas a afirmação de uma continuidade histórica, de um projeto coletivo que resiste à fragmentação imposta de fora até hoje. No centro do debate está a disputa por narrativas.
25 de jul. de 2025

Diário de campo
(Notícias, pensamentos e cotidiano)
bottom of page