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O impacto do KLING: uma nova era na geração de vídeo por IA. Ameaça ou revolução?

O avanço da tecnologia tem causado uma mistura de sentimentos em quem acompanha: por um lado, uma expectativa; por outro, um certo medo pelas consequências.


KLING, um modelo de inteligência artificial de texto para vídeo que promete revolucionar como consumimos e criamos conteúdo visual, produzido na China.

Provavelmente, esse sentimento contraditório acaba de aumentar porque a Kuaishou, uma gigante chinesa de tecnologia, anunciou mais um marco significativo para a capacidade das inteligências artificiais de simular aspectos humanizados.


Estou falando do KLING, um modelo de inteligência artificial de texto para vídeo que promete revolucionar como consumimos e criamos conteúdo visual, produzido na China. Mas é importante observar que o KLING não é só mais um modelo de IA; ele representa uma evolução significativa em relação aos modelos anteriores.


Com a capacidade de gerar vídeos de até dois minutos de duração com resolução de 1080p e 30 quadros por segundo, o KLING possui a habilidade de modelar sequências de movimento complexas de formas físicas.


O que torna o KLING particularmente notável é seu sistema de atenção espaço-temporal em 3D, que permite uma modelagem mais aprofundada do movimento e da interação física. Essa tecnologia não apenas melhora a qualidade visual dos vídeos gerados, mas também expande as possibilidades para a criação de conteúdo em diversas áreas onde o vídeo é utilizado como fonte de transmissão de conhecimento.


As demonstrações são impressionantes, no entanto, quem trabalha com imagem há muitos anos tem o olhar treinado e certamente pode perceber que, em alguns aspectos, há uma espécie de "suavização artificial" nos contornos e mãos deformadas, por exemplo. No entanto, em termos das relações sociais, o que importa é o impacto nas pessoas que não têm um olhar treinado para perceber a qualidade de um vídeo.


KLING, um modelo de inteligência artificial de texto para vídeo que promete revolucionar como consumimos e criamos conteúdo visual, produzido na China.

A questão é que, a partir do momento em que o KLING consegue transformar textos em vídeos praticamente "reais" com facilidade, altera nossa relação com a mídia, produzindo diversos efeitos. Pode haver, por um lado, a democratização da produção de conteúdo; por outro lado, em um contexto onde a inteligência artificial anda ao lado da proliferação de fake news cada vez mais elaboradas, também surge como um recurso de atuação política e manipulação de massas.


Tais responsabilidades que surgem com o avanço tecnológico exigem cada vez mais um debate sobre regulação e uso "saudável" em termos sociais, visando desenvolver novas normas e regulamentos para garantir que todas essas ferramentas sejam usadas para o bem comum, evitando a disseminação de desinformação.


Em breve, tudo que veremos na internet, sobretudo vídeos, terá sido produzido por inteligência artificial (caso isso já não esteja acontecendo) e considerar o uso político é fundamental. A internet pode até ser o lugar do entretenimento, mas definitivamente, em alguns contextos, não é mais o "lugar da verdade", como se imaginou um dia.


KLING, um modelo de inteligência artificial de texto para vídeo que promete revolucionar como consumimos e criamos conteúdo visual, produzido na China.

Quem trabalha com produção audiovisual sabe o trabalho que existe por trás de um "simples" vídeo de qualidade feito para o YouTube. Dificuldades que vão desde a iluminação, elaboração de cenários, captação de áudio, até o trabalho de pós-produção. Não creio que todos esses elementos serão substituídos instantaneamente, mas certamente haverá um impacto, sobretudo em produções mais comerciais.


Ficou curioso? Acesse o site da empresa e assista aos vídeos: https://kling.kuaishou.com/


Estamos à beira de uma nova era, onde as barreiras entre texto e vídeo se desfazem com o passar dos meses. Qual será o impacto do KLING, que parece dar mais um passo nessa revolução? E as outras empresas, serão estimuladas a avançar mais nessa corrida pela humanização das inteligências artificiais?

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